Vídeos viralizaram na última semana de setembro de 2025, após manifestações ocorridas em diversas cidades no dia 21, alegando que artistas brancos estariam sendo protegidos do sol por um homem negro, configurando racismo. As imagens, que circularam amplamente nas redes sociais, geraram debates acalorados sobre a veracidade da acusação.
No entanto, a história por trás dos vídeos é outra. Em 21 de setembro de 2025, manifestantes se reuniram em várias cidades para protestar contra a PEC da Blindagem e a anistia dos condenados pelos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Em Salvador, um dos carros de som, o trio elétrico da cantora Daniela Mercury, recebeu diversos artistas, incluindo o ator Wagner Moura. Durante as apresentações, um homem chamou a atenção ao rodopiar uma espécie de guarda-sol ao lado dos artistas.
Contrário ao que foi disseminado, essa ação não se tratava de uma alusão à escravidão ou racismo. O homem, Veko Araújo, é conhecido como o “homem do sombreiro” do bloco Cortejo Afro. Veko viaja pelo mundo com o bloco e transformou o sombreiro em um símbolo há mais de duas décadas.
Em entrevistas, Alberto Pitta, presidente do Cortejo Afro, e o próprio Veko Araújo explicam o significado do sombreiro, que remete à proteção das realezas, ao cuidado e à proteção de quem está sob ele. A prática é parte da identidade cultural do Cortejo Afro e não possui conotação racista.
Fonte: www.e-farsas.com