Alegações de desmatamento em larga escala para acesso à COP30, em Belém, Pará, ganharam destaque na segunda semana de novembro de 2025. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria criticado o governo brasileiro, acusando-o de derrubar mais de 100 mil árvores para a construção de uma estrada visando facilitar o acesso à conferência climática.
A polêmica veio à tona após uma publicação de Trump em sua rede social, no dia 9 de novembro de 2025, compartilhando uma reportagem da Fox News que denunciava o suposto impacto ambiental. Na publicação, Trump destacou a ironia de desmatar a Amazônia para facilitar a chegada de ambientalistas à COP30. “Eles destruíram a floresta amazônica no Brasil para a construção de uma rodovia de quatro faixas para que ambientalistas pudessem viajar”, escreveu Trump.
A COP30, iniciada em 10 de novembro de 2025, reuniu líderes globais em Belém para discutir estratégias de preservação ambiental. A preparação para o evento envolveu investimentos nos governos federal, estadual e municipal, totalizando R$ 862 milhões em obras de saneamento, mobilidade e urbanização.
Contudo, a acusação de desmatamento foi contestada. A Secretaria Extraordinária para a COP30 esclareceu que a construção da Avenida Liberdade, mencionada nas alegações, não é de responsabilidade do governo federal e não integra o escopo das obras de infraestrutura para a conferência.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Pará (Seinfra) adicionou que o projeto da rodovia acompanha uma linha de transmissão de energia elétrica preexistente, área onde a vegetação já havia sido removida. A Seinfra afirma possuir licenciamento ambiental para a obra, que evitaria a emissão de 17,7 mil toneladas de CO₂ por ano devido à redução no tempo de deslocamento.
Em resposta às críticas, o governador do Pará, Helder Barbalho, sugeriu que Trump focasse em soluções para as mudanças climáticas e destacou a redução do desmatamento na Amazônia.
Fonte: www.e-farsas.com